MHS #21: SUBORNO

Magic House School (27/08/2013)

Alguma discussão sobre suborno.

 

Olá, pessoal!


Hoje vamos fugir um pouco do tema regras de jogo, que é o que eu mais escrevo, e vamos discutir uma regra de torneio muito importante, a regra de suborno. Essa regra é muito mal entendida pelos jogadores, e também por muitos juízes, e é super difícil aplicá-la. Tivemos casos controversos nos últimos dias, então é o momento ideal para por o assunto em pauta, e, se tudo der certo, aprender um pouco mais.


Minha opinião é de que muitas posturas condenáveis pela DCI são vistas como normais aqui no Brasil, explicadas como amizade, ou camaradagem, pelos jogadores, e é muito difícil mudar essa visão. Mas voltaremos a essa análise mais tarde, primeiro vamos entender as regras.


O que é suborno?


No livro de penalidades a definição de suborno é bem básica: “Um jogador oferece um incentivo para que o oponente conceda, empate ou mude o resultado de uma partida, ou aceita uma oferta deste tipo.” É uma definição muito vaga, especialmente no que constitui um incentivo, mas ela deixa algumas coisas bem entendidas. Primeiro que uma oferta vai ser o momento chave do suborno, e que, portanto, qualquer tipo de oferta vai atrair a atenção do juiz. Segundo que aceitar a oferta é tão grave quanto ofertar, e a corrupção passiva vai ser punida da mesma forma que a ativa.


A definição é um pouco mais explorada no livro de regras de torneio, este muito menos conhecido dos jogadores. “A decisão de se retirar, conceder ou aceitar um empate intencional não pode ser feita em troca ou influenciada por uma oferta de qualquer recompensa ou incentivo.”  Ok isso já sabíamos, mas veja: “Fazer essa oferta é proibido. A não ser que o jogador recebendo essa oferta chame um juiz imediatamente, ambos os jogadores serão penalizados da mesma forma.” Aqui um fato importante: Além de punir quem aceita a oferta, a DCI também preconiza a punição de quem recebe a oferta e se cala. Ou seja, é necessário comunicar ao juiz que você recebeu uma oferta para que haja certeza de que você não a aceitou, de outra forma, ninguém saberia se o jogador, por exemplo, concedesse e deixasse subentendido que aceitou a oferta, ou a aceitasse em outro momento.


Infelizmente, como vocês puderam notar, os livros não dão uma definição exata do que configura uma recompensa ou incentivo. Isso significa que fica a critério do juiz-mor do torneio. É sempre ruim quando a DCI deixa algo por conta do juiz, em vez de escrever no livro, por que cria a possibilidade de cada juiz encarar a coisa de uma forma diferente. Por exemplo, se um jogador oferece um booster ao outro, claramente é um incentivo,mas e se ele oferece metade da premiação na primeira rodada, momento em que ele nem sabe se vai ganhar algo? Na minha opinião, um incentivo, afinal de contas, o oponente foi incentivado a conceder, mesmo que seja um incentivo condicionado a algo que nem depende dele.


Um caso que gerou muita discussão, e que eu optei por penalizar, foi quando um jogador disse que queria uma concessão, e que se o outro precisasse de alguma coisa no futuro, ele estaria disponível. Em princípio nem parece um incentivo, mas minha conversa com o jogador foi bastante reveladora. Ele disse que queria dizer simplesmente que ele seria um cara legal, como ele é com todo mundo, e que não tinha nada a ver com Magic ou dinheiro. O exemplo dele foi que ele ajudaria o outro a pintar o portão, caso precisasse. E que ele era legal assim com qualquer pessoa, mesmo o cara da mesa do lado, que nem estava jogando com ele. Isso foi o bastante, já que ele se prestou a dar essa informação sobre a sua grandeza de espírito justamente no momento em que precisava de uma concessão, e não a mencionou para mais ninguém que estava ali em volta durante todo o evento. Hoje contando a história fica claro que havia um incentivo, mas na época, com tanta gente em cima de mim falando que eu estava sendo nazista, foi uma decisão bem difícil de tomar. Por sorte, o jogador esfriou a cabeça algumas horas depois, e veio conversar dizendo que entendeu que estava fazendo uma oferta, e que estava arrependido. Ter isso por escrito na descrição dele dos fatos fez com que a DCI pegasse bem leve na punição, e ele saiu sem nenhum dia de suspensão.


Enfim, essa parte resume bem as regras sobre o suborno: “Os jogadores são autorizados a dividir prêmios que ainda não receberam no torneio atual da maneira que quiserem e podem chegar a esse acordo antes ou no decorrer de uma partida, contanto que essa divisão não ocorra em troca de qualquer resultado de um jogo ou partida ou a retirada de um jogador do torneio.”


Situações difíceis


Um caso que preocupa muito é quando os jogadores são muito amigos, ou então são parte de uma equipe. Esses jogadores costumam ter acordos informais fechados antes do torneio de conceder partidas para quem tiver mais chances de ganhar. Além disso, muitas vezes esses jogadores já dividem as premiações do grupo entre todos, não importa se os jogadores foram pareados entre si, ou não. Isso é permitido! Não tem nada de errado em dividir os seus prêmios com quem você quiser, quando quiser, e não tem nada de errado em combinar concessões sem que nada seja dado em troca.


 Mas e se os jogadores determinarem previamente que uma parte da premiação será concedida, caso eles sejam pareados no torneio, e um deles conceda para quem tem mais chance de ganhar? É proibido! Complicado, não? Como saber se os jogadores só estão terminando o jogo por que estava combinado que quem tivesse mais chance ganharia, ou se houve uma promessa de parte da premiação? E pior ainda: como eu disse, os jogadores dividirem a premiação, por si só, não ajuda em nada! Nesse caso, o juiz, em geral, acaba não dando a penalidade, a menos que os jogadores tenham uma conversa suspeita, mesmo sabendo que pode estar deixando passar uma infração.


Outra situação complicada: Um jogador empresta o deck para o outro, e cobra, em troca, que, caso eles joguem, o outro concederá. Será que vale? Ao pé da letra, na minha opinião, não! O resultado da partida está sendo determinado por uma oferta, mesmo que ela tenha sido feita e paga antes do torneio. Antes mesmo de saber se essa partida ia existir! Mas o jogador que pegou o deck conceder por pura boa vontade, sem rolar nenhum pedido do que emprestou, é válido. E aí, como saber? Mais uma pro juiz quebrar a cabeça, e, salvo alguma conversa MUITO suspeita, passa batido...


E quando é permitido?


Então que tipos de empate intencional e concessão não são suborno? Checando as regras: “Se um jogo ou partida não tiver terminado, os jogadores podem conceder ou decidir empatar aquele jogo ou partida. Uma partida é considerada terminada assim que a ficha de resultado tiver sido preenchida, ou se fichas de resultado não estiverem sendo utilizadas, quando um jogador sair da mesa após a o jogo em si ter terminado. Até aquele ponto, qualquer jogador pode conceder ou empatar com o outro(...).” Ou seja, existem concessões e empates intencionais permitidos. A qulaquer momento antes de entregar o resultado os jogadores podem decidir empatar, desde que ninguém ofereça nada. Eles podem estar em dúvida, por exemplo, ir pensando durante a partida, e, em algum momento decidir que dá pra empatar. Difícil de imaginar, não? O caso mais comum é um dos jogadores esperar até o juiz sair de perto para fazer uma oferta, e o outro aceitar, e isso é proibido. Aliás, como nada mudou enquanto eles jogavam, espere uma investigação se isso acontecer com você. Essa regra está aí, na verdade, para casos excepcionais, tipo para um jogador poder conceder por que deu a hora de ir embora, ou eles empatarem por que um deles precisa ir no estacionamento ver se não esqueceu o cachorro preso no carro. Empate intencional e concessão acontecem no início da rodada, se for depois, vai parecer esquisito, e provavelmente será investigado.


Mas e o caso de a mesa do lado terminar, ou alguma outra mesa, e isso garantir que os dois passam para o top 8 com o ID, pode parar o jogo? Claro, isso é permitido. Você pode usar os resultados de outras mesas para tomar sua decisão. Só não dá pra permitir que você quebre outra regra, tipo ficar enrolando, ou percorra distâncias muito grandes, tipo levantar da mesa e ir do outro lado do salão, para tomar essa decisão. Muitas vezes o próprio juiz avisa quando uma partida chave termina, para que os jogadores não fiquem com isso na cabeça. É uma situação difícil: Em um PTQ em que eu era juiz-mor, me disseram que as duas mesas do top 4 estavam jogando lento para esperar a outra terminar, por que os dois jogos eram entre amigos, e queriam garantir que um “good match” ia passar pra final. Eu verifiquei que a situação era um pouco suspeita mesmo, então proibi os 4 de saberem o resultado da outra mesa, e disse que se as partidas continuassem demoradas todo mundo ia levar DQ por Stalling, e ninguém ia pro Pro Tour. Terminou rapidinho. O que não vale é combinar
Mas e em troca de premiação?


Existem casos em que é permitido decidir o resultado da partida baseado em uma divisão de premiação? Sim, vejamos essa parte um pouco mais permissiva das regras: “Os jogadores nas rodadas de eliminatória simples de um torneio que oferece apenas dinheiro e/ou produtos lacrados como prêmio podem, com permissão do organizador do torneio, aceitar em dividir os prêmios igualmente. Os jogadores podem terminar o torneio nesse ponto ou continuar a jogar. Todos os jogadores ainda no torneio devem estar de acordo com o combinado.” Ou seja, no top 8 de um torneio, por exemplo, os jogadores podem decidir que é melhor dividir os prêmios igualmente, e terminar. Claro que todos tem que concordar. Não se deve permitir que um jogador que não queira dividir seja o inimigo de todo mundo, e deixar as pessoas irem desistindo para que ele enfrente o pior match. Caso isso ocorra, eu sugeriria realizar as partidas dele em separado, e deixar os outros jogarem, ou decidirem, sem saber se vão enfrentá-lo, mas sei que isso dificilmente resolve. O pior é que isso já aconteceu em um torneio que eu apitava, e acabei deixando os jogadores se arranjarem, por que não sabia bem as regras. Uma pena.


E por fim: “Como uma exceção, jogadores na última rodada da fase de eliminação simples de um torneio podem concordar em dividir os prêmios do torneio da maneira que quiserem. Nesse caso, um dos jogadores em cada mesa deve concordar em se retirar do torneio. Os jogadores então recebem os prêmios de acordo com a classificação resultante.” Isso está aí para aquele típico caso de “não quero viajar” ou “já tenho a vaga”, quando o jogador só está lá pela premiação. Na final, e exclusivamente na final, os jogadores podem decidir dividir como bem entenderem, baseado, possivelmente, no valor que um deles dá ao título/vaga/viagem. Já vi em um torneio da Starcity os jogadores splitarem a final, e um deles oferecer 100 dólares da premiação para ficar com o troféu. Justo. Em um PTQ, ou WMCQ, se alguém que não tem visto for pra final, por exemplo, é muito comum o oponente que pode viajar oferecer toda a premiação para o segundo e ficar só com a viagem e a vaga. Nenhum problema, afinal de contas o torneio agora são só eles dois, e ninguém sai prejudicado com isso.
Mas afinal de contas, que mal tem?


Muita gente, ou todos, devem estar com essa frase na cabeça durante todo o artigo. Qual é o grande problema em um suborno? Se um jogador perde, e deixa o outro ganhar em troca de algo, ele foi o único prejudicado,  e ele aceitou, certo? <span 13px;="" line-height:="" 1.6em;"="">Errado! Muita gente foi prejudicada, e esses são todos os jogadores inscritos no torneio. Quando você se inscreve em um torneio de Magic você está topando um acordo informal em que partidas serão jogadas em um determinado formato, e os vencedores serão premiados. Se alguém compra uma partida ele está quebrando o acordo que todo mundo topou de jogar para que o melhor ganhe prêmios. Ele está corrompendo o sistema com um fator externo, e a partir daí a segurança que todo mundo tinha de que os jogos seriam justos, e os vencedores levariam prêmios, acabou. O cara poderia ter perdido aquela partida, e um outro baralho chegaria na final, por exemplo.


Pode parecer pouco para justificar penalizações tão grandes, mas é uma corrupção do sistema que a DCI inventou, e eles não vão aceitar isso. Claro que concessões em geral, e empates intencionais também afetam, e são permitidos, mas isso acontece unicamente por que seria impossível garantir essa regra sem uma dose enorme de arbitrariedade, e os jogadores já acham que os juízes tem poderes demais como estão. 


E se isso é tão ruim, por que nós, brasileiros, aceitamos com tanta naturalidade? Na minha opinião, é por que somos um povo acostumado com a corrupção. No nosso país tem tanta coisa errada, que esses mínimos detalhes nem parecem tão ruins assim. E não estou dizendo que somos todos bandidos, longe de mim! É que é tanta bandidagem grande, que essas pequenas parecem irrelevantes. No geral, não somos o vilão, somos vítimas. Ajudar um amigo a ganhar alguma coisa, e receber uma parte do prêmio em troca, parece normal, mas isso estraga a vida de todos os outros inscritos, que entraram achando que o melhor venceria.


E o papel do juiz?


O juiz é um baita de um coitado nessa situação. Como você deve ter concluído depois de ler isso tudo, o juiz precisa decidir se houve suborno com muito pouca evidência, e penalizar isso com a punição mais grave que ele tem em mãos. É foda! Às vezes é só uma conversa que alguém ouviu, ou é só você vendo os jogadores fazendo uns gestos estranhos na frente dos standings, e daí tem que sair uma desclassificação, provavelmente seguida de uma suspensão.


Se ele aplica a suspensão, TODOS os jogadores de Magic do país vão reclamar dele no fórum, dizer que foi um exagero, que acontece em tudo que é torneio, que aconteceu coisa bem pior, e ele não viu, que está querendo mostrar serviço... Eles vão dizer tudo isso, por que acham que suborno é normal, por que vivem num país em que é tranquilo deixar uma caixinha pro policial que não te deu uma multa, ou pro segurança que te deixou cortar a fila. Eles não vão entender que estão sendo beneficiados por essa política. Que os torneios vão ser melhores se os jogadores jogarem o maldito jogo para decidir quem ganha as rodadas.


Se ele não aplica, entra no esquema, passa a ser mais um dos que sabem que rola suborno em torneio de Magic e fica quieto. Ele passa a ser um cúmplice dos jogadores, e passa pra todo mundo a mensagem de que os torneios dele não são eventos em que o melhor vence, mas eventos em que o melhor OU o mais disposto a pagar vence. Reforça a ideia de que o torneio é só uma oportunidade de ganhar alguma coisa, seja vencendo o jogo, ou sabendo fazer a melhor oferta. O jogador passa a ser um negociante, que tem que saber o valor de cada partida, para decidir se essa vale a pena jogar, ou comprar, e no fim levar a melhor. Um cenário em que, certamente, não é divertido ir ao torneio.


Soluções?


É difícil pensar em uma solução prática. Proibir as concessões e empates intencionais iria requerer uma população enorme de juízes pra supervisionar as partidas, e nós não temos o suficiente nem para manter o modelo atual. Na minha opinião, um passo na direção certa é diminuir o valor de cada partida, distribuindo ao máximo as premiações. Se o prêmio para o 9º for o mesmo que o do 64º, não tem por que subornar, não é lucrativo. Booster de participação em PTQ já foi muito criticado no Brasil, mas aifnal de contas, o torneio já é competitivo, já vale uma viagem, deixa os outros 127 jogadores abrirem pacotinhos, ué... A quantidade de jogos em que vai ser lucrativo subornar vai ser pequena o suficiente pros juízes supervisionarem.


Claro que isso tudo não resolve. O ideal seria mudar a mentalidade. Quanto mais os jogadores forem punidos, menos eles vão fazer esse tipo de coisa. Se o jogador ouvir uma oferta, e souber que pode realmente levar um DQ por isso, ele chama o juiz na hora. Artigos ajudam a ensinar a regra, mas ver alguém perder um torneio por um motivo “bobo” desses, grava muito melhor. Essa mudança vai demorar muito a acontecer, mas talvez ela esteja a caminho, e faz parte do trabalho do juiz ajudá-la.


Como juiz, nunca ignore um jogador que diga que recebeu uma oferta. Sempre vale a pena investigar. Se você ouviu todo mundo que estava perto, longe da mesa, conversou bastante com o outro joagdor, e mesmo assim não está seguro, ok, deixa para a próxima, mas se há alguma evidência de que aconteceu, e você está seguro na decisão, penalize. Não é por que houveram outros casos e passaram batido, que esse também tem que passar.


Lembrem-se bem, o juiz de Magic é um oficial da DCI, a serviço do torneio. Ele sabe as regras, e tem toda a autoridade para aplicá-las. Ele é a pessoa de maior confiança da DCI naquele local, e se ele acha que algo pode ter acontecido, mesmo que ele não tenha provas, ele pode aplicar uma penalidade. Muitos jogadores cobram que se não houver provas, o jogador seja considerado inocente. Apesar de eu pessoalmente concordar com esta filosofia, ela é um princípio da justiça comum, e não da arbitragem de Magic. O juiz de Magic é a pessoa mais confiável do evento. Se ele acha que alguma coisa aconteceu, ele toma a decisão baseado nisso.


“Mas e se o torneio não tinha um juiz certificado, ou o cara que estava apitando é claramente um incompetente?”, você pode estar se perguntando. Confesso que isso acontece. O processo de certificação não é 100%, e muito torneio rola só com o lojista, que pode não saber regra nenhuma (mas muitos sabem, não seja preconceituoso!). Minha dica, nesse caso, é não se meter nessa enrascada! Se não tem ninguém pra assumir a responsabilidade pelo evento, não jogue! Se não tem juiz certificado, e você não confia no lojista, me manda uma mensagem, e a gente combina um jeito de eu certificar alguém bom por aí. Se o cara que organiza os torneios é bandido, boicotem! No entanto, uma vez que você se inscreveu em um torneio inadequado, espere situações inadequadas.

 

Bom, acho que fica por aqui o assunto suborno, afinal de contas já foi uma quantidade bem grande de texto, né?
Parabéns para quem aguentou até o final, e mal posso esperar por comentários revoltados!


:D

 

Até a próxima!

 

Rodrigo “Alma”.


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