AS MÍTICAS DE KHANS OF TARKIR

Artigo (11/09/2014)

Todas as míticas já foram reveladas antes do spoiler complete, então resolvi pela primeira vez fazer uma avaliação de todas elas. Por isso e porque todas elas parecem ter um potencial escondido (ou óbvio até demais) para o próximo Standard, salvo uma ou outra exceção. Prontos?

A Khan Abzan é sim poderosa, o problema é o quanto suas habilidades, ou a combinação dela nesse corpo, será relevante para nós. Ela pode sim entrar no Birthing Pod Modern, impedindo os Pods alheios e outras estratégias baseadas em criaturas indo para o cemitério, mas no Standard essa habilidade, por enquanto, é pouco relevante, então enquanto isso não for importante, eu preferiria mil vezes um Loxodon Smiter (que a rotação o tenha) no lugar dela, por possuir habilidades bem mais abrangentes.

Só o fato de você ganhar um 2x1 sempre que conjurar ela por 4 manas já é um ponto enorme a seu favor. Se seu oponente não cuidar do "ovo" que ela deixa, no próximo turno ela voltará a ser uma "6"/1 com "ímpeto" e forçará o oponente novamente a sofrer um 2x1, e assim vai...

O "problema" é que ela não possui nenhuma proteção e o número de cartas que exilam no Standard estão cada vez maiores. Como ela é alvo de todas essas cartas, com exceção de Suspension Field, pode ser que isso seja um grande empecilho para seu desempenho no formato.

Melhor Clone ever? Não sei... Claro que copiar uma permanente qualquer (que não seja terreno) é uma vantagem absurda sobre qualquer outro Clone, o problema é o custo. Os outros dois Clones que causaram impacto nos formatos são Phantasmal Image e Phyrexian Metamorph, e ambos são bem simples, inclusive Phantasmal Image só copia criatura e tem um drawback horrendo, então o que mais chama a atenção nesses Clones são seus custos.

O primeiro custa apenas 2 manas e o segundo pode custar 3 e jogar em decks de qualquer cor. Clever Impersonator pode copiar Planeswalkers e encantamentos, mas ele é bem mais restritivo no custo que seus antecessores. No Standard ele pode ter um poder enorme, tanto por falta de opção quanto pela versatilidade mesmo, mas acho difícil ele ver as luz competitiva em outros formatos. Pode ser que ele entre no lugar ou em conjunto com Phyrexian Metamorph em Birthing Pods, que realmente se aproveitam do custo dele, mas só.

Pelo que eu vi de comentários dessa carta, ou ela agradou muito o jogador, ou não causou o mínimo impacto sobre ele. Bom, no meu caso foi a primeira opção e eu vejo facilmente essa mágica instantânea servindo como finisher de um ou mais decks de controle com uma boa base de mana preta no meio dele.

O deck em si não precisa nem ser focado em tombar cartas do seu próprio grimório, pois na maioria das vezes as cartas vão parar no cemitério de qualquer jeito. Remoções, compras, cantrips, anulações... Todo mundo que jogou de controle sabe que os jogos tendem as ser longos e que recursos são gastos a torto e a direito de um jeito ou de outro. Quando for conveniente, basta conjurar no final do turno do oponente um Empty the Pits e criar uma horda de zumbis que encerrará o jogo em 1 ou 2 turnos. A maior vantagem de fazer isso no final do turno do oponente é que a partir daí você fica apto para anular remoções em massa como End Hostilities, Drown in Sorrow, Anger of the Gods e qualquer outra coisa que inventem usar desse estilo depois da rotação, facilitando ainda mais a vitória.

Aparentemente fraca. Ao contrário da Phoenxis, nos somos obrigados a gastar tempo com morph para que essa Hydra nos conceda uma vantagem maior no campo de batalha e um corpo 5/5 pra tudo isso de investimento não é algo tão interessante assim nos dias de hoje.

Se esse trabalho todo que temos com o morph for algo fácil de conviver no Standard, pode ser que as fichas que ela oferece quando morre sejam realmente relevantes, mas como dito no caso da Phoenix também, há muitos exílios no formato para ficarmos dependente disso.

Sim, ela é uma lenda para um Commander, mas outro ótimo finisher para o Standard. Seu corpo é fraco e seu custo relativamente alto, mas suas habilidades são completamente relevantes numa partida. Iniciativa e resistência à magia a tornam bem forte em combate, coisa que ela precisa ser para que sua outra habilidade, a de conjurar qualquer noncreature do topo, seja boa também.

Claro que provavelmente o deck teria de ser construído em torno dela, mas eu não ligaria nem um pouco de fazer isso. O que não poderíamos ter na lista são anulações, pois perdem toda a utilidade quando reveladas durante um ataque. Remoções também são ruins, pois podemos não ter alvos na mesa para elas, então compensaria mais usarmos burns para isso, já que podem ir direto na cara do nosso oponente quando não precisarmos dar alvo em criaturas. Planeswalkers e encantamentos são bem vindos também, ainda mais auras que podem aumentar o poder de nossa Narset, então não ligaria também de ela ser a única criatura do deck nesse caso. Um Jeskai Tempo seria bem interessante... 

Eu teria medo de enfrentar isso se fosse um deck de controle... Pior, eu posso ver mirrors de controle onde cada um terá uma aberração dessa no campo de batalha e o jogo ficará travado por um longo tempo. A criatura é forte e é bem provável que apareça como uma ou duas cópias no máximo em decks que jogam grande ou lentamente, mas provavelmente no sideboard deles pelo fato de só ser útil mesmo contra controles.

O que mais me incomoda sobre esse card é ele competir com Stormbreath Dragon no formato. O indestrutível dele faz com que ele seja imune a vários tipos de remoções, porém ele pode ser morto por ataques diretos de criaturas do oponente na volta ou então por Banishing Light, Devouring Light, Abzan Charm e outras coisinhas brancas, coisa que o Stormbreath não é. Porém também ele pode servir de remoção, coisa que o Stormbreath jamais fará. Porém o Stormbreath pode ficar maior e causar um senhor dano com sua monstruosidade... Poutz...

Eu realmente não sei dizer quem será o dragão dominante no formato. Pode ser que os dois joguem juntos ou joguem em decks de estilos diferentes e dominem o formato juntos, o que provavelmente acontecerá já que os dois são ótimos. Visto isso, qualquer investimento feito em Sarkhans ou Stormbreaths não será perdido, disso tenho certeza.

A mítica que eu menos tenho consideração até o momento. Summoning Trap dá de 10 a 0 nesse card pelo simples fato de ser uma mágica instantânea, mas é possível que essa aqui seja útil de alguma maneira, desde que seu deck conte com criaturas realmente grandes para ser conjuradas. O problema é que Genesis Hydra existe e ela parece ser bem melhor que See the Unwritten, pois por 4 manas olhamos cartas do nosso grimório e podemos botar no campo de batalha qualquer permanente, não só criatura e, como ela sera uma criatura 4/4, acabamos tendo o efeito de "ferocious" do mesmo jeito, não?

Sim, colocamos apenas um zumbi por vez que millamos o nosso próprio grimório, ou seja, se a sua habilidade tombar 3 criaturas, ainda assim só ganharemos um zumbi. Isso está longe de ser ruim e foi feito para felizmente deixar a carta balanceada, pois a mera possibilidade de enfrentar 9 pontos de poder por apenas 4 manas me assusta.

O bom é que temos ótimos combustíveis para fazer essa carta funcionar e lotar a mesa de criaturas rapidamente. Jace, the Living Guildpact e Sultai Ascendancy são os melhores exemplos por enquanto, mas quanto mais noncreatures, pior o efeito fica, certo? Então criaturas como Satyr Wayfinder são interessantes aqui e podem fazer os zumbis saírem fora de controle rapidamente.

Não gostei da maneira que esse Sorin se parece com a sua versão de Innistrad. As habilidades praticamente só mudaram de ordem e ficaram mais fracas em minha opinião... Enfim... Ele será útil para o Standard, principalmente pelos fortes indícios de que teremos sim uma boa estratégia baseada em fichas, ou Mardu, ou Abzan. Vale lembrar mais uma vez e sempre que o bônus oferecido pela sua primeira habilidade dura até o nosso próximo turno, então criaturas com vigilância servirão mais do que nunca para atacar, bloquear e tudo isso com vínculo com a vida.

Muita gente está vendo essa carta como um novo absurdo no Standard, mas eu acho ela simplesmente "ok". ELE não poder ser anulado é bom, mas Gaea's Herald nunca fez tanto estrago assim, fez? Faz tempo que os controles não se baseiam tanto em anulações, e sim em remoções, então pode ser que meh...

Pra mim, o que pode deixar ele realmente forte é o fato de possuir duas habilidades, cada uma boa contra decks diferentes. A de não ser anulada contra controles e a de oferecer atropelar contra outros decks baseados em criaturas menores, sendo assim ele nunca será uma carta morta no seu baralho.

Infelizmente essa foi a única mítica da coleção que eu vi feita realmente para Commander mesmo. Não vejo como podemos nos aproveitar dessa carta de maneira eficiente em qualquer outro formato.

Uma ótima criatura, mas que atualmente compete com coisas bem melhores na curva 5, não para o Sarkhan e nem um Stormbreath, então infelizmente será bem difícil encontrar espaço em algum lugar. Talvez em algum tipo de BW Aggro que conte com maneiras pretas de remover esses dois predadores naturais, aí tanto a habilidade dele de colocar outra criatura quanto a habilidade de ganhar vida serão bem relevantes contra os outros decks.

Aliás, a habilidade de ganhar vida pode fazer que ele veja jogo em algum sideboard talvez, virando o jogo de aggro contra aggro facilmente caso não haja nada melhor para isso na combinação de cores que você estiver. Ainda assim, provavelmente, para isso, eu prefira um Sorin ou Ajani Steadfast.

A última mítica do review foi a primeira revelada da coleção no Duel Deck Speed vs Cunning. Todas as suas habilidades são ótimas, o problema é ele morrer facilmente para qualquer burn ou remoção do formato. Magma Spray, Magma Jet, Pharika's Cure, Searing Blood são as opções que temos mais básicas para matar ele, e isso só com o bloco de Theros...

Apesar de que o oponente ou leva um ataque dele ou dá um chump block que já faz com que ele fuja dessas cartas mencionadas, mas ainda morra para qualquer coisa acima dessas que não são poucas. Pode ser que ele seja a curva alta de um deck ultra agressivo nessas cores, mas eu escolheria Butcher of the Horde ao invés dele a qualquer momento para esse serviço.

Por hoje é isso! Nessas alturas do campeonato a coleção já deve ter saído por completo, então fiquem no aguardo da avaliação das demais cartas que eu ver potencial, além de artigos começando a explorar listas para o novo Standard. Até mais!


Paulo "Teddy" Sante


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